Essa mensagem fala muito mais que páginas e páginas escritas.
Células-Tronco, quem precisa apoia!

Nossos Heróis

O dia de domingo me persegue. O único dia em que assisto televisão é o pior dia para prestigiar a programação da TV aberta. Programas de auditório, humor cafona, sorteio da telesena, turma do Didi e, o pior de todos, Late Show (ver o melodrama animal de Luisa Mel devia fazer parte do cardápio de torturas nazistas). Enfim, toda essa "cultura" dominical vai sendo aturada, pelo meu cansado ser, até o adentrar da noite.


Após o único programa que se salva em uma dia inteiro de programação, O Fantástico, vem uma produção chamada de Big Brother., chefiada pelo inteligentíssimo Pedro Bial.
Ao iniciar do programa, Bial dá as saudaçãos aos telesectadores alienados e vai falar com os "brothers" confinados. Antes do contato ele solta a célebre frase:

"Vamos fazer contato com a nave Big Brother e ver como estão nossos heróis nesta noite."


Heróis????? O que? Como assim heróis? Desejei não ter escutado aquilo mas, contra minha vontade, foi isso que o Bial falou, em alto e bom som e com direito à simpatia global.

A imagem dos confinados apareceu na tela e vi sentado no sofá enorme branco, meia dúzia de pessoas, os "sobreviventes". Comecei a analisar cada um e ver que bela liga da justiça os brothers formavam. Basicamente eram: uma marombado filhinho de papai que nem trabalha e nem estuda; uma baladeira, que pelo fato de promov
er festas em seu apartamento na Barra da Tijuca ganhou o título de Promoter; uma caipira boazuda, que foi eleita a rainha do milho e concorreu ao titulo de Miss São José da Ladeira de Cima; um médico, o único com curso superior que arriscará tecer um diálogo lógico; um negro e uma favelada, que servem para cumprir o papel social do programa, mostrando que Big Brother também é cidadania.

Esses são nossos heróis. A Liga da Justiça Global é formada, quase em sua totalidade, por semi-analfabetos. Passam os dias trancafiados, sem fazer
absolutamente nada, morando de graça por 3 meses, numa casa top em luxo e acreditando que depois que saírem dali, todos serão cntratados como atores e irão estrelar a novela das 8. O único incômodo que há nesse antro de luxo e vida boa, são algumas câmeras que te filmam 24h por dia, mas até elas parecem desaparecer depois de algumas semanas.

Como domingo é dia de paredão, enquanto eu tecia esse meu pensamento, foram indicados dois brothers para a eleição do eliminado. Cada um tinha o direito de apresentar suas razões para que o público fosse convencido que ele merece ficar mais uma semana no reality show. E foi essa cena que mais me chocou. Vi ambos os participantes, literalmente, implorarem para permanecer na casa. Usavam argumentos que antes, eu só havia escutado de pessoas prestes a serem executadas. Falavam que o sonho da vida deles era estar no programa, que caso eles saíssem a vida estaria arruinada, que amavam aquilo ali, enfim, um discurso digno de piedade à vida.


Fui comparar esses heróis com os que eu considero realmente heróis. Comecei a imaginar a situação dos médicos, enfermeiros, soldados e enviados da ONU para campos de batalha, regiões de miséria inimaginável. Pessoas que deixam família, emprego e uma vida confortável, para salvar a vida de milhares de pessoas que clamam apenas para viver. Muitas morrem de fome, sede, ataques terroristas...AIDS. Pessoas que trabalham apenas pelo sentimento do dever cumprido. Estão lá, única e exclusivamente, pelo amor ao próximo.

Então, adjetivar Big Brother's de heróis, é no mínimo uma ofensa aos verdadeiros heróis mundiais. O programa significa para eles uma oportunidade de se tornar uma celebridade instantânea, a qual tem de aproveitar até a última gota de fama, porque esta tem prazo de validade muito curto.

Ainda bem que nosso mundo não necessita da proteção desses "heróis". Caso contrário, a miséria da África teria de esperar eles tomarem o banho de piscina matinal para poderem começar o expediente.

O Futuro da Humanidade

Lavoisier, Mendel, Einstein, Newton, Da Vinci, Pasteur, Oswaldo Cruz, Darwin, Sheakspeare, Galileu Galilei, Pitágoras, Linné, Thomas Edson, Beethoven...

Certamente em algum momento de suas vidas você já deve ter ouvido falar da maioria desses nomes, se não de todos. Em algum momento de nossas vidas usamos, ou usaremos, algum postulado, teoria, embasamento ou descoberta de alguma dessas figuras ilustres acima citadas.
Elas, e muitas outras aqui não citadas, possuem um ponto em comum: A Genialidade. Todos são exímios gênios, sozinhos, fundamentaram princípios que hoje nós, com a ajuda de livros e professores PHDs, demoramos muito ou até não compreendemos.

Já parou para reparar que as grandes descobertas foram feitas nas épocas mais improváveis de serem feitas? É ir contra a lógica que o corpo humano tenha sido desvendado e nomeado em um século onde os bisturis eram facas de dilacerar cordeiros. Parece remar contra a corrente, mas é verdade que a célula foi visualizada a luz de velas. As grandes obras foram escritas no tempo em que papel era caríssimo e tinta era feita artesanalmente, não é bem mais fácil escrever hoje, com sua folha "chamequinho" e sua "bic" azul? Sobra até mais criatividade para as idéias...teoricamente....é teoricamente tudo é mais fácil hoje mas, na faculdade vcê luta para aprender o que guerreiros solítários em busca da ciência desbravaram à séculos antes de Cristo.

É uma pergunta intrigante mas, depois de toda essa evidenciação é passiva de ser feita: Porque hoje não temos tantos "surtos" de genialidade como nos primórdios? Hoje não possuímos grandes filósofos como Sócrates, Platão ou Aristóteles, temos hoje no máximo Paulo Coelho arriscando uma alquimia bizarra para se tornar um mago das letras. Onde foram parar as célebres frases, aquelas que uma vez escutadas, para sempre assimiladas?? Quando eu tinha 8 anos, meu pai ganhou uma placa de agradecimento onde nela havia uma frase de Aristóteles, eu a li e mesmo só compreendendo o seu sentido alguns anos mais tarde, gravei-a e até hoje me serve de exemplo: "A grandeza não consiste em receber honras mas, em merecê-las". Hoje não se escuta falr de frases como essa, ou então que alguem descobriu algo que é vital a nossa existência (hei de concordar que grandes descobertas são feitas atualmente, mas nada que justifique a proporção dos números para compararmos com a tecnologia disponível).

Minha leitura atual foi que instigou essa reflexão. Fui presenteada com o livro O Futuro da Humanidade, de Augusto Cury, por sinal a leitura mais fantástica e viciosa desse mundo! Nele, Marco Polo, estudante de medicina e futuro psiquiatra, tem a alma de um cientista. Estudante questionador e inconformado com as respostas prontas impostas por seus mestres. Aprende nas ruas, com um mendigo PHD em filosofia chamado Falcão, o verdadeiro sentido da vida. Aprende que não podemos ficar presos a paradigmas e dogmas pre-estabelecidos, sempre temos de questionar, tentar melhorar tudo e ver na natureza a verdadeira essência da vida.

Marco Polo cria uma maneira que contraria totalmente o tratamento usado por todos os psiquiatras para cuidar de seus pacientes, ele faz com que os frios médicos aprendam que os distúrbios mentais tem de ser entendidos em sua totalidade como defeitos de personalidade e ão apenas como defeitos metabólicos a serem tratados com drogas.


Ele também prega a falta de pensamento filosófico do jovens do atual sistema acadêmico. Ele aprendeu com Falcão que a inteligência é exercitada com perguntas e não com respostas prontas.

Diante da indignação de Marco Polo, pude perceber quão falho é o nosso sistema de ensino atual. Chegamos na sala de aula e nenhum professor diz: Porque a célula respira pela mitocôndria? Se por acaso ela fizesse isso por outro meio, quais seriam as consequências?. Não, apenas chegamos e escutamos: "A célula respira pela mitocôndria a qual fabrica ATP." Pronto! Isso é o que temos de saber e, talvez se nos tornamos professores, será isso que nossos alunos irão escutar. Sinto que o que falta hoje é a falta de incentivo ao pensamento filosófico, mais profundo. Não querendo utopia, nem muito menos tendo a ilusão de que se instigarmos os estudantes eles se tornarão Newtons, Einsteins...enfim. O que quero dizer com tudo isso é alertar para a perda de instinto de desafios. Hoje encontramos tudo pronto, não precisamos pensar muito para obter além de nossa necessidade vital. Isso, há longo prazo, pode criar uma zona de ócio criativo que poderá prejudicar o futuro da mente humana. Tenho medo de que daqui há alguns anos tenhamos que limpar as teias de aranha presas nos neurônios. Então para retardar esse efeito, recomendo a leitura do livro O Futuro da Humanidade. As aventuras de Marco Polo, o desbravador da psique humana, tem de ser de conhecimento geral!

Eu bocejo, tu bocejas...nós bocejamos


"Tarde de domingo e lá estava sentada no sofá da sala, hipnotizada pela lavagem cerebral dominical, Domingão do Faustão!

O entusiasmo foi tomando conta de mim e de repente exalei um bocejo que traduzia toda a minha animação. Não demorou muito e todos a minha volta tbm estavam bocejando. Interrompi a minha concentração, naquele programa tão construtivo, para tentar entender aquela cena bizarra. Será impulso, será mimetismo???....Então encontrei a seguinte explicação"


O bocejo contagioso, porém, vai muito além da mera sugestão. Estudos recentes mostram que o fenômeno também está relacionado com nossa predisposição à empatia, à capacidade de entender e se conectar com os estados emocionais dos outros. Isso parece estranho, mas o fato de você ser ou não suscetível ao bocejo contagioso na verdade pode estar relacionado à quantidade de empatia que você sente pelos outros.
A empatia é uma parte importante do desenvolvimento cognitivo. Aprendemos desde cedo a nos valorizar com base na quantidade e no tipo de empatia que nossos pais demonstram. Psicólogos do desenvolvimento descobriram que pessoas que não foram tratadas com empatia por seus pais sofrem quando ficam mais velhas. A falta de empatia desde cedo foi apontada como uma causa do desenvolvimento de um comportamento anti-social em adultos [fonte: Montana].
Então a empatia é importante, claro, mas como é possível que ela esteja relacionada com o bocejo contagioso? Deixe que os psicólogos da Universidade Leeds, na Inglaterra, respondam a essa pergunta. No estudo, os pesquisadores selecionaram 40 estudantes de psicologia e 40 estudantes de engenharia. Cada estudante teve de ficar sozinho em uma sala de espera, junto com uma assistente disfarçada que bocejava 10 vezes durante a mesma quantidade de minutos. Em seguida, os estudantes realizaram um teste de quociente emocional: foram mostradas 40 imagens de olhos aos estudantes, e perguntaram a eles que emoção cada olho demonstrava.
Os resultados do teste apoiaram a idéia de que o bocejo contagioso está relacionado à empatia. Os estudantes de psicologia, que na futura profissão devem se concentrar nos outros, bocejaram uma média de 5,5 vezes de maneira contagiosa na sala de espera e acertaram 28 das 40 imagens no teste emocional. Os estudantes de engenharia, que tendem a se concentrar em coisas como números e sistemas, bocejaram uma média de 1,5 vez e acertaram 25,5 das 40 imagens no teste seguinte. A diferença não parece ser muita, mas os pesquisadores a consideram significativa. De maneira curiosa, as mulheres, que em geral são consideradas mais sintonizadas emocionalmente, não tiveram uma pontuação maior que a dos homens [fonte: The Telegraph].
Esses resultados apóiam o que os neurologistas descobriram por meio das imagens do cérebro: o bocejo contagioso está associado às mesmas partes do cérebro que lidam com a empatia. Essas regiões, o lóbulo quadrado e o giro temporal posterior, estão localizadas na parte de trás do cérebro. E embora a relação entre o bocejo contagioso e a empatia tenha sido estabelecida, as explicações para isso ainda estão sendo investigadas.


Diante tais explicações concluo que a empatia entre eu e o Domingão do Faustão não estava lá essas coisas (ainda bem!). Mas aquela situação mais pareceu uma conjugação verbal: eu bocejo, tu bocejas, ele boceja, nós bocejamos...



Mais informações sobre "Bocejo Contagioso": http://saude.hsw.uol.com.br/bocejo-contagio.htm

Mimetismo Divino??


"Era uma tarde de terça-feira ociosa para Taís, sentada a mais de 1h naquela tediosa sala de espera não era o que ela mais precisava naquele momento. Seu marido, Lucas, estava no trabalho e não pode acompanhá-la naquela que deveria ser a vigésiama ida àquela clínica. Finalmente depois da interminável espera Taís é chamada pela recepcionista e dirigida para a sala do médico. Uma longa conversa antecede a notícia que ja fora escutada algumas vezes mas, nunca tirou a esperança daquele casal tão jovem. O médico explica que apesar dos esforços e das inúmeras tentativas, mais uma vez Taís não conseguira engravidar. Ela sai da sala cabisbaixa e com uma lágrima traiçoeira escorrendo no canto do olho. Entra no carro, pára por alguns segundos e não consegue conter o choro. Chora desesperadamente, como se fosse a primeira vez que ouvisse aquilo, grita desesperada e indaga-se a todo momento: "Por que comigo?". Ao chegar em casa, o marido já a espera ansioso. Após receber a notícia ambos choram. Não entendem o motivo de não conseguirem ter um filho. Eles então fazem um acordo e decidem tentar só mais um vez, e agora iriam usar a ciência a seu favor. Eles procuram uma clínica de Reprodução Assistida, são informados de como ocorre todo o processo e decidem fazer o tratamento. Taís passa por todos os processos e, juntamente com Lucas seguem todos os procedimentos indicados pelo médico. Chega então o tão sonhado dia da intervenção. Taís esta nervosa mas , muito otimista. Tudo ocorre perfeitamente e 2 dias depois eles retornam a clínica e recebem a tão sonhada notícia de que Taís está grávida. Nove meses depois o casal esta no hospital para trazer ao mundo o pequeno Mateus, fruto de um sonho facilitado pela ciência."

Casos como esse não são raros. Milhões de casais já depositaram na Reprodução Assistida todo um sonho de vida. Para eles esta foi a melhor alternativa para o grande dilema de suas vidas. Mas, como toda evolução, está técnica inovadora é alvo de muitas críticas, principalmente por parte da Igreja, a qual julga-a como uma tentativa de Imitação de Deus.

Sei que não sou formador de opinião e nem muito menos analista do comportamento científico frente a sociedade e seus preceitos mas, a fundamentação de minha opinião é baseada na lógica do desenvolver das situações e na Palavra que me guia.

Vamos partir do preceito que rege a crítica religiosa.

Na Bíblia há a seguinte passagem: “Disse Jesus: ‘nenhuma folha cairá sem o consentimento do meu Pai ' "
Terá Deus esquecido das palavras profetizadas e deixado o mundo ao léu? Afirmo que não! Todo e qualquer ato do homem foi planejado e premeditado pelo nosso Criador. Então dizer que estão querendo imitar o poder divino é ir contra a própria teoria que os fundamenta.

Ainda há a questão do livre arbítrio, poder dado ao homem para seguir o caminhos que desejar. Então, tendo nós o poder da livre escolha dado pelo Ser Maior, o que dá a Igreja o poder de vetar o avanço científico baseado em dogmas fabricados?

Partindo do jargão " cada cabeça um mundo ", não é possível enxergar o fim dessas discussão (se é que ele existe!) e nem muito menos avaliar a opinião totalmente correta. Cada lado tem suas razões. Mas, como defensor e parte integrante da ciência, acredito no poder de melhoria do mundo e da maneira em que vivemos. Em nenhum momento vejo tentativas de mimetismo divino e muito menos comparação de poderes. Acredito no dom da inteligência e na capacidade de distinção que foi dado a nos seres humanos. Afinal, não estaríamos nesse estágio se não fosse do agrado de Deus.

The Love


"Você sabe amar? Eu não sei. Mas estou aprendendo.

Estou aprendendo a aceitar as pessoas mesmo quando elas me desapontam, quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ou ações impensadas.

Não é fácil aceitar a pessoa assim como ela é, não como eu desejo que ela seja, mas como ela é. É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.

Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos. Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.

Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais; descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.

Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada e a vanglória exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.

Aos poucos estou aprendendo a amar.

Estou aprendendo a perdoar, pois o amor perdoa, lança fora as mágoas e apaga as cicatrizes que a incompreensão e a insensibilidade gravam no coração ferido.

O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração. Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, a amar.

Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas, valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.

Estou aprendendo, mas como é lenta a aprendizagem.
Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo, aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho, quando estes impedem a felicidade e o bem-estar de alguém.

Como é duro amar. Acho difícil até amar-me.

Conheço tão bem meus defeitos, e tantas vezes tenho me sentido rejeitada, isolada.

No entanto, estou aprendendo a me amar com amor sadio, amor livre de egoísmo sufocante, pois como poderei amar aos outros se odeio meus próprios sentimentos e desprezo minhas capacidades e talentos?

Graças a Deus e ao seu infinito amor , estou lentamente aprendendo a amar."


Texto de Gladys Betts


É comum alguém argumentar que a explicação científica de algum assunto tira a poesia e beleza das coisas. Acho que não preciso detalhar que isso é um absurdo, seria o mesmo que achar que um churrasco perde o sabor porque conhece a estrutura de uma proteína.
Então segura as pontas, porque a ciência já tem um bom conhecimento dos mecanismos do amor.

O amor é uma sensação de união que é reforçada pela presença de ocitocina, que é sintetizada no hipotálamo e secretada no sangue pela pituitária. Em mulheres, a ocitocina estimula as contrações do parto, lactação e amor maternal.



Em Why We Love, Helen Fisher oferece nova visão sobre este fenômeno universal baseado em seu inovador ponto de vista da investigação científica. Trabalhou com uma equipe de cientistas para digitalizar os cérebros das pessoas que tinham acabado de cair no madly do amor, Fisher e seus colegas provaram que, finalmente, psicólogos tinha apenas suspeitas: quando você cair no amor, áreas específicas do cérebro "acendem", com o aumento do Fluxo sanguíneo. Usando esses dados, ele conclui que a paixão romântica é, de fato, armazenada em nosso cérebro através de milhões de anos de evolução. Não é uma emoção, é uma unidade tão poderoso quanto a fome.


Então sendo o amor uma salada de reações químicas, seria ele um sentimento fabricável? Rotas, vias e reações metabólicas são lindas escritas no papel, igualmente as poesias mais belas, mas quando a trazemos para o plano tátil, nossa dimensão, tudo ganha uma complexidade que não se previa. O amor é igual a poesia, fácil e lindo na teoria, mas que poucos conseguem tornar realidade.


**Parte do texto extraída de http://www.gluon.com.br/blog/2005/09/30/quimica-do-amor**


"Que seja eterno/Posto que é chama/mas, que seja infinito enquanto dure"


Memória Seletiva???????


Lá estava eu no shopping quando de repente um carinha (lindo por sinal!) me aborda...pensei: "nossa a dieta da lua realmente funcionou...ou serão aquelas dicas de como atrair um homem em 1 semana?bem seja lá o que for, ele está aqui na sua frente, aproveita anta!". Enquanto eu pensava isso ele diz: "Olá Fulana!(acho que alguém vai perceber que não é meu nome né?!) Quanto tempo...como você está?" e ele continuando o interrogatório e minha cara de desespero (escondida pela cara de simpatia!) aumentando. Como é que pode...o cara sabia meu nome, onde eu morava, o nome de meus pais, o nome do meu cachorro e se brincar ele sabia até meu CPF que não consegui aprender até hoje!
Passamos quase 15 minutos nesse dilema...ele com perguntas concretas e eu com respostas vagas, pois não sabia para quem estava confirmando a minha vida! De onde eu conheço esse caraaaaaa????? Nos despedimos e ele mandou lembranças para metade de minha família e eu não disse sequer o nome dele.
Continuei a minha caminhada solitária pelo Vale das Compras, agora intrigada com a identidade desconhecida daquele (maravilhoso!) indivíduo que me abordara. Entre uma possível relação de parentesco e uma suposta amizade de colégio, me veio de supetão a verdadeira correlação de nossas vidas. Dei um estalo nos dedos e um sonoro: "É ele! Nossa como não pude lembrar?!". A criatura misteriosa era o Silvio (outro nome fictício tah?!), aquele feioso do colégio, que estudamos juntos desde o maternal até a 8ª série, o menino que tirava a meleca do nariz e grudava em baixo da cadeira, aquele que ia com a calça curta, a meia folgada e o cabelo assanhado...É era ele mesmo; que sentava do lado da Carlota. a gordinha que comia o lanche antes do intevalo; na frente do Otávio, o menino mudo que eu até hoje não sei qual é sua voz; e sentava atrás de MIM!!Como assim????Como eu nao pude me lembrar de uma pessoa que sentou atrás de mim durante toda a minha infância?? Depois de ver esse ponto importante da história fui procurar motivos de toda esse menosprezo que me seguiu durante meus anos estudantis.
Acho que se disser que conversei 5 vezes com essa criatura estarei sendo muito otimista, nao foi tudo isso, menos...muito menos!
E porque eu não lembrei dele por esse tempo todo? E agora estava toda interessada??
Foi a partir desse questionamento que fui procurar resposta na ciência. Será mesmo a nossa memória uma caixa seletiva? ou isso é apenas uma desculpa para a falta dela?
Procurei, fuçei até encontrar! E, para meu alívio, ela é sim seletiva!
Estudos suecos afirmam que nossa memória classifica as informções em "necessárias" e "não-necessárias". Assim, deixa no cérebro espaço livre para o armazenamento de novas informações. Mas, mesmo com essa classificação, o cérebro pode resgatar uma informação "descartada" se ele julgar que ela é necessária naquele momento. Foi o que aconteceu comigo, só que de uma maneira bem mais atrasada!
E depois de diminuir minha culpa, eu comecei a sentir remorso, porque entendi a ausência do Silvio na minha "memória necessária". Só pelo fato dele ser feioso, tirar meleca do nariz e colar na cadeira, nunca ter se enturmado e nunca ter puxado conversa comigo, eu não lembrara dele.
Talvez se eu tivesse sido um pouco menos distraída e tivesse dado importância aquele protótipo de homem maravilhoso modelo 2007, as chances, de minha raiva de mim mesma, existir nesse momento fossem diminuídas razoavelmente; e o pior de tudo talvez ele tivesse me dado o telefone dele!
Aiiiii memória!

** mais informações sobre memória seletiva: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u353266.shtml **

Biomedicina: um estilo de vida...da minha vida

"Uma opção profissional, mas também uma opção de vida...Trocar o palco iluminado e a perspectiva dos aplausos por uma atuação nos bastidores... Cenário frio...ausência de brilhos e de cores... Profissionais movidos pelo espírito de luta, envolvidos na batalha desgastante e muitas vezes insana contra inimigos invisíveis, que têm como único objetivo desbotar faces... Fazer dos sorrisos um pranto dolorido... Apagar o brilho dos olhos e a chama energética da vida... Guerreiros incansáveis!!! Guerreiros que muitas vezes comemoram suas vitórias solitariamente...mas nem por isso com menos alegria e consciência do dever cumprido. BIOMÉDICOS... Sem palco... Sem luzes ofuscantes... Sem cenários deslumbrantes... Às vezes sem nenhum aplauso... Heróis anônimos que brilham nos bastidores, criando scripts e roteiros de amor à vida..."

Escolher a Biomedicina foi a única coisa que o desespero me deu de bom! Talvez se aquela sensação de inutilidade que me atingiu no cursinho pre-vestibular, não tivesse sido tão forte, talvez hoje eu estivesse em qualquer outro curso, possivelmente insatisfeita e sem saber que é possível se amar uma profissão, que realmente se faz melhor quando se faz com amor.
Poder me sentir realizada com a minha escolha só não é mais gratificante do que me construir a cada dia. Poder ver a sua evolução e ainda poder ver tudo tendo resultados táteis em pouco tempo é uma sensação de dever cumprido que não tem preço.
E com a sensação de estar no caminho certo, a cada dia revigoro-me mais e mais para buscar a evolução constante. Fazer o que se ama não é tratado para mim como ocupação e sim como terapia contra o stress. Acho que quando eu me formar terei de arrumar um trabalho que me dê rugas na testa!