Todos nós acompanhamos (alguns de dedos cruzados e outros com uma macumba básica armada) o dilema travado sobre as células-tronco.
Era cômico, para não dizer trágico, aquela indecisão: APROVA...NÃO APROVA...APROVA...NÃO APROVA...Passei m
uitas tardes em frente a televisão, ligada na TV Justiça, vendo a Helen Gracie defender elegantemente as stem cells e a Zilda Arns negando o seu lado médica sendo radicalmente contra as pesquisas. Enfim, depois de uma epopéia grega, uma ambiguidade histórica e a maior odisséia da ciência brsileira nos últimos 50 anos ser discutida detalhadamente, enfim chegaram a um consenso: APROVA!
Pois é, aprovaram a pesquisa com células-tronco e juntamente com a aprovação veio a enxurrada de esperanaças de toda a população brasileira. Vim perceber realmente o verdadeiro impacto dessa nova lei, quando a minha vizinha comentou comigo: "Ah voce estuda biomedicina nao é? Olha aproveita e leva pra faculdade o meu sangue, porque eu posso ter diabetes e voce vai me curar!"
Primeiramente, quem me dera trabalhar com células-tronco; "Segundamente", se eu trabalhasse, eu seria a Jack Chan das stem cells se eu conseguisse extrair células viáveis de sangue adulto e Terceiro, peraí????ela ta pensando que é assim é? Leva sangue, extrai as células e no outro dia ela nao depende mais de insulina? Necessita-se urgentemente de esclarecimento sobre o assunto!
O que mais me preocupa com o acesso da população leiga a esse tipo de informação é a interpretação paricular.
Vamos pegar o exemplo de minha vizinha. Ela, inocentemente, acredita que só porque as pesquisas foram liberadas os cientistas vão sair por aí distribuindo curas e membros repositores. Cadeirantes não vão andar de um dia para o outro, o câncer ainda vai matar muita gente e os cegos terão de suportar a dor da escuridão por mais algum tempo.

Ninguém do mundo científico estava desenvolvendo pesquisas por debaixo dos panos só esperando a oportunidade de comercializá-las. Resultados concretos e aplicáveis a partir de células-tronco poderão levar muiiiiiiito tempo ou algum tempo.
Tomemos por base o tão famoso Projeto Genoma. Quando Watson chefiou os 18 países empenhados em desvendar o DNA, ele com certeza desejava do fundo de seu coração cinetífico, que a resposta de todas as suas perguntas surgissem como uma frase em biscoito chinês: "Simples e Barato". "Mas a vida...a vida é uma caixinha de surpresas" nem tudo caminhou como ele desejou, mas como quem não quer nada, lá vem ela, a resposta, calma e compassadamente depois de 16 anos e com 94% do genoma sequenciado.
Vale salientar que eram 18 países focados em uma só pesquisa, com um único objetivo, e com dinheiro disponível.
Para se ter uma idéia do custo dessa pesquisa, a cientista Silmara Venter prometeu sequenciar o genoma com menos da metade da verba utilizada por Watson. Ela gastou 2 bilhões de dólares e não obteve resultado!
Então, é no mínimo sensato colocarmos em nossas mentes que a pesquisa com células-tronco depende de além de tudo muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito dinheiro! E como estamos falando de Brasil, não precisamos nem comentar o quanto o incentivo a pesquisa nesse país é precário.
São dezenas de cientistas com idéias diferentes: uns querem neurônios, outros miócitos, outros células produtoras de insulina e assim vai!
Dessas poucas dezenas, são poucos os que possuem recursos realmente consideráveis para desenvolver seus projetos.
E por último, e não menos desanimador, para se chegar no estágio aplicável a população as células-tronco terão de passar por um loooooooooooooooooooongo tempo de testes e restestes e testando mais uma vez o retestes...
Enfim, é muito do meu interesse e do fundo do meu coração eu também desejaria milagres bíblicos acontecendo a todo momento, mas como nem tudo são flores tenho que ser realista.
Mas nada que impessa de contribuir para que este futuro torne-se mais próximo a cada dia. Quem sabe nós , colegas biomédicos não nos encontramos em um laboratório desse e juntos contribuiremos para que a minha vizinha não necessite de insulina em sua diabetes premonitória.
Era cômico, para não dizer trágico, aquela indecisão: APROVA...NÃO APROVA...APROVA...NÃO APROVA...Passei m

Pois é, aprovaram a pesquisa com células-tronco e juntamente com a aprovação veio a enxurrada de esperanaças de toda a população brasileira. Vim perceber realmente o verdadeiro impacto dessa nova lei, quando a minha vizinha comentou comigo: "Ah voce estuda biomedicina nao é? Olha aproveita e leva pra faculdade o meu sangue, porque eu posso ter diabetes e voce vai me curar!"
Primeiramente, quem me dera trabalhar com células-tronco; "Segundamente", se eu trabalhasse, eu seria a Jack Chan das stem cells se eu conseguisse extrair células viáveis de sangue adulto e Terceiro, peraí????ela ta pensando que é assim é? Leva sangue, extrai as células e no outro dia ela nao depende mais de insulina? Necessita-se urgentemente de esclarecimento sobre o assunto!
O que mais me preocupa com o acesso da população leiga a esse tipo de informação é a interpretação paricular.
Vamos pegar o exemplo de minha vizinha. Ela, inocentemente, acredita que só porque as pesquisas foram liberadas os cientistas vão sair por aí distribuindo curas e membros repositores. Cadeirantes não vão andar de um dia para o outro, o câncer ainda vai matar muita gente e os cegos terão de suportar a dor da escuridão por mais algum tempo.

Ninguém do mundo científico estava desenvolvendo pesquisas por debaixo dos panos só esperando a oportunidade de comercializá-las. Resultados concretos e aplicáveis a partir de células-tronco poderão levar muiiiiiiito tempo ou algum tempo.
Tomemos por base o tão famoso Projeto Genoma. Quando Watson chefiou os 18 países empenhados em desvendar o DNA, ele com certeza desejava do fundo de seu coração cinetífico, que a resposta de todas as suas perguntas surgissem como uma frase em biscoito chinês: "Simples e Barato". "Mas a vida...a vida é uma caixinha de surpresas" nem tudo caminhou como ele desejou, mas como quem não quer nada, lá vem ela, a resposta, calma e compassadamente depois de 16 anos e com 94% do genoma sequenciado.
Vale salientar que eram 18 países focados em uma só pesquisa, com um único objetivo, e com dinheiro disponível.
Para se ter uma idéia do custo dessa pesquisa, a cientista Silmara Venter prometeu sequenciar o genoma com menos da metade da verba utilizada por Watson. Ela gastou 2 bilhões de dólares e não obteve resultado!
Então, é no mínimo sensato colocarmos em nossas mentes que a pesquisa com células-tronco depende de além de tudo muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito dinheiro! E como estamos falando de Brasil, não precisamos nem comentar o quanto o incentivo a pesquisa nesse país é precário.
São dezenas de cientistas com idéias diferentes: uns querem neurônios, outros miócitos, outros células produtoras de insulina e assim vai!
Dessas poucas dezenas, são poucos os que possuem recursos realmente consideráveis para desenvolver seus projetos.
E por último, e não menos desanimador, para se chegar no estágio aplicável a população as células-tronco terão de passar por um loooooooooooooooooooongo tempo de testes e restestes e testando mais uma vez o retestes...
Enfim, é muito do meu interesse e do fundo do meu coração eu também desejaria milagres bíblicos acontecendo a todo momento, mas como nem tudo são flores tenho que ser realista.
Mas nada que impessa de contribuir para que este futuro torne-se mais próximo a cada dia. Quem sabe nós , colegas biomédicos não nos encontramos em um laboratório desse e juntos contribuiremos para que a minha vizinha não necessite de insulina em sua diabetes premonitória.